sexta-feira, 1 de junho de 2012

Custou caro?

Conta rápida sobre a passagem do jogador Adriano no Corinthians:

O atacante chegou ao clube em Março de 2011.

Considerando um salário de 300 mil reais, mais 200 mil de direitos de imagem.

A dispensa de Adriano foi realizada em Março de 2012.

São então, 12 meses de trabalho efetivo, mais os meses restantes do contrato, que iria até Junho/12.

Nestes 12 meses, com 500 mil por mês, caíram então 6 milhões na conta do jogador.

Agora o acordo feito entre as partes rendeu mais 2 milhões de reais a Adriano, totalizando então:

8 milhões de reais.

Adriano atuou pelo Corinthians em 8 partidas.

Foram, segundo o portal IG, 350 minutos em campo.

O jogador marcou 2 gols com a camisa do timão. Considerando como exatos estes valores, cada gol custou então 4 milhões de reais ao clube.

Cada partida saiu pela bagatela de R$1 milhão.

E o Corinthians pagou a Adriano, por cada minuto em que ele esteve em campo, - repito, cada minuto!, R$ 22.857,14.

Por cada minuto jogado, ou melhor, por cada minuto em campo, Adriano ganhou do Corinthians o que 37 trabalhadores brasileiros recebem por um mês inteiro de trabalho.

Valeu a pena?

Abaixo, a entrevista que fiz com o Diretor Jurídico do Corinthians, Dr. Luiz Alberto Bussab, sobre o acordo final com o jogador:

CLIQUE AQUI

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Arena Corinthians


Fotos da festa em comemoração ao aniversário de 1 ano das obras do estádio do Corinthians em Itaquera. 


Algumas constatações: 

Pra quem não mora no bairro, pode ser no centro, zona sul, zona oeste, grande SP, é beeeeeem difícil chegar no estádio do timão.

Além de ser longe, não são apenas avenidas que levam à Arena. O cidadão que escolher o carro como meio de transporte tem que ter um GPS no carro pra acertar as muitas conversões e ruazinhas que o automóvel tem que passar no caminho. 




As obras estão muito mais adiantadas do que eu esperava. A organização por lá é impecável, a limpeza e a educação de todos os que trabalham também estão de parabéns.


 

Basílio se emocionou bastante de entrar pela primeira vez no estádio do Timão. E a impressão que tive, devido à grandeza da obra, é que todo corinthiano vai se emocionar na primeira vez que ali pisar.



Nem todos os operários são corinthianos. Mas os muitos corinthianos que lá trabalham tem um orgulho imenso de poder ajudar o clube do coração, e de fazer parte da Copa do Mundo no Brasil. O ritmo das obras está puxado. Mas os chefes e sub-chefes estão conseguindo motivar os trabalhadores de uma forma muito legal, com conversa, futebol, e uma forma diferente e aberta de comando.




Abaixo, alguns operários que lá trabalham passaram a impressão de participar de uma obra deste porte e desta importância:

                                                             Operários do Timão














segunda-feira, 28 de maio de 2012

Filmes para chorar

Fui esta semana assistir ao Mega-Blockbuster em 3D "Homens de Preto".

Muita ação, algumas risadas, pouco aproveitamento do recurso 3D, como já é de costume.

Mas o mais impressionante pra mim não foi nada disso, e sim um momento do filme que me levou às lágrimas.

A hora em que o personagem principal, J, descobre que o policial... (não vou contar pra não estragar a surpresa de quem não viu ainda).

Não, não é surpresa um filme me fazer chorar. Me considero inclusive um grande chorão, cinematograficamente. A surpresa é chorar em um filme de ação!

Então comecei nesta semana a tentar lembrar de outros filmes que me fizeram chorar, sem ser este o intento principal da película.

O principal deles, uma grande incógnita na minha vida, leva o nome de Con Air.

É um filme de ação, nem um pouco romântico, com Nicolas Cage, mas TODA vez que eu vejo, choro. E sempre na mesma cena!

Há alguns desenhos que me provocam lágrimas também, como Up, ToyStory 3, Shrek 3...

E não posso esquecer dos filmes de Natal. Ah, os filmes de Natal... talvez seja algo para um analista observar com olhos mais atentos, mas desde pequeno choro em qualquer filme com o tema natalino. Mesmo os mais "Sessão da Tarde".

Lembro também de Karate Kid, Click, American Pie 3, Efeito Borboleta, como filmes que não deveriam provocar este efeito em ninguém, mas que em mim conseguem provocar, por motivos que ainda não descobri.

Fora claro os filmes mais românticos, que já tem esta intenção.

Estes não vale nem à pena citar, pois quase todos me fazem disfarçadamente levar a manga da camisa ao canto dos olhos.

Alguns diretores tem o privilégio, ou não, de contribuir um pouco mais com este meu lado sentimental. Woody Allen e Oliver Stone são campeões.

A propósito, enquanto escrevia este texto, achei no Youtube o link para a cena lembrada do filme Con Air, e mais uma vez... alguém tem um lencinho pra emprestar aí?


quinta-feira, 24 de maio de 2012

Sonhador


Há 3 anos, quando o Esquenta da Transamérica era apresentado ainda pelo craque Neto, todo domingo tínhamos que trazer alguma matéria especial, com tema livre, mas segundo as instruções do apresentador do programa, precisava "sair do óbvio".

E o que eu mais gostava de fazer era surpreender o Neto. Uma semana, eu fazia uma matéria super séria, sobre política, por exemplo. Quando ele achava que na outra semana eu traria algo parecido, eu entrevistava o Clodovil, ou Ary Toledo. E vice-versa. A intenção era surpreender mesmo.

E eis que em um domingo eu tenho a oportunidade única de entrevistar o Maestro João Carlos Martins. Uma das matérias mais legais que já fiz.

Na segunda-feira seguinte, o Neto me disse: quero que você entreviste outros músicos bons, reconhecidos, pessoas com histórias pra contar.

Eu pensei, pensei, e achei que era mais uma oportunidade pra fazer diferente. Já que na semana anterior eu tinha recebido uma oportunidade, seria a hora de eu devolver essa boa ação. Eu então daria a oportunidade pra alguém que estava precisando.

E eis que leio no jornal sobre esse cara. Adriano Ricardo. Perfeito.

Então fiz a matéria que você pode ouvir abaixo:

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Indignação



O texto abaixo está na capa do jornal "Folha de São Paulo" da última quinta-feira, dia 17 de Maio de 2012.

"Governo e oposição fizeram acordo para não investigar governadores, parlamentares e o comando da Delta na CPI do Cachoeira.

O foco será reduzido a personagens secundários do grupo comandado por Cachoeira. 

O acordo surgiu após PT e PMDB ameaçarem aprovar requerimento de quebra do sigilo telefônico do governador Marconi Perillo (PSDB-GO)"


O jornal é um dos mais bem conceituados, importantes e respeitados do país. 

Escrever na capa de um jornal como este é uma responsabilidade enorme, já que um texto ali postado pode derrubar governos, mudar a economia, elevar alguém ao status de celebridade ou vilão.

Não sei se fui o único a estranhar muito um texto desses passar despercebido.

Ou a notícia é completamente fora deste mundo, ou a tranquilidade com que o jornalista a escreveu, ou então sou eu mesmo que estou delirando nas ideias.

Porque pra mim uma notícia dessas derrubaria o congresso de países um pouco mais sérios. 

Um acordo entre oposição e situação, na cara da opinião pública, para aliviar a barra de governadores corruptos?? A aceitação com a mais profunda tranquilidade de que "se a oposição e a situação tem o que esconder, então escondam-se todos"???

E eu estou falando apenas do lead da matéria, que está completa na página A12 do referido jornal, com mais absurdos que seriam impublicáveis em outras épocas ou em outros lugares. Ou pelo menos na minha cabeça.

O mesmo cidadão que passa por um mendigo morto na rua como se fosse uma pedra dificultando a ultrapassagem. O mesmo cidadão que ao saber de um acidente com mortes pergunta se o trânsito foi prejudicado. O mesmo cidadão que vota no político com o sorriso mais branco ou naquele indicado pela famosa dupla forroneja do momento.

É este o cidadão que leu o jornal, viu esta notícia, e perguntou: Onde está a página de esportes?

terça-feira, 15 de maio de 2012

Caminhos



A grande maioria das baboseiras que eu escrevo, guardo pra mim mesmo, não publico, não mostro pra ninguém.

Até porque acho que as pessoas não precisam desses pensamentos chulos e rasteiros para darem prosseguimento em suas vidas.

E mais da metade das coisas que passam na cabeça de qualquer pessoa perfeitamente sã, são loucuras indecifráveis.

Aliás, loucura talvez seja o meu tema preferido. Ou não. Eu sempre fui a favor dos loucos, a favor de ser louco.

Quando a gente envelhece um pouco, deixa de lado os pensamentos mais esquerdistas, mais idealistas, mais catastróficos, radicais.

Mas continuo admirando quem segue no caminho. 

É difícil imaginar nosso mundo sem os completamente loucos. Os fora-do-comum.

O século passado não seria o mesmo sem Einstein, Chaplin, Gates, Hitler, Lenin, Stalin, Gandhi, Mandela, Lennon, Picasso, Manson, Disney, Monroe, Guevara.

Geniais, malvados, tiranos, célebres, maiorais. E loucos.

O que me faz pensar em qual a vantagem de ser normal. Se o louco é o que extrapola a realidade, o que causa o desconforto, o que faz pensar, os normais são o que?

Os que passam, os que criticam, os que aplaudem, os que pagam, ou que não fazem absolutamente nada.

Legal é ser mais um? Ou o bom é seguir o seu instinto e permitir a seu cérebro pensar como criança, buscando o anseio mais fundo daquele desejo reprimido que você quer contar pro mundo?

Conte. O mundo pode um dia te agradecer.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Glocal


A primeira vez que ouvi esse termo foi há uns dez anos enquanto zapeava na TV a cabo e confesso que não me interessei muito pelo assunto.

Ouvi tantas outras vezes e o termo sempre me fugiu à concentração, passando vez ou outra à memória mais intensa do cérebro, mas não chegando a despertar uma curiosidade ou um desejo maior por um aprofundamento.

Mas hoje, ao ler o jornal pela manhã, me deparei com a manchete: "Glocal, um espetáculo".

No pai-dos-burros modernos, o google, achei a seguinte definição para Glocalização: "um neologismo para  a fusão dos termos globalização e localização. Refere-se à presença da dimensão local na produção de uma cultura global."

Cheguei à seguinte conclusão: tudo hoje é Glocal. Tudo mesmo.

Desde uma plantação de milho no interior de um país asiático, até um blog escrito por um jovem boliviano.

Nosso pensamento é Glocal. 

Hoje não pensamos mais nos afazeres diários, nas tarefas cotidianas da mesma forma como acontecia décadas atrás.

As informações são tantas, e com tanta rapidez, que o simples ato de acordar, desligar o despertador, ligar o rádio, colocar a roupa de trabalho e sair de casa já misturou diversos elementos Glocais.

O dia-a-dia é nosso. É seu. É extremamente pessoal. Não importa pra ninguém se você teve um pesadelo, se acordou com febre, se está se sentindo acima do peso, se está atrasado para o trabalho.

Mas ao mesmo tempo em que sua cabeça está voltada para dentro, você está conectado a todas as influências que chegam do lado externo.

Tecnologias novas, tecnologias novíssimas, e até tecnologias do tempo do vovô e da vovó.

Televisão com notícias de acidente no Japão, rádio com informações da crise na França, facebook com recado do seu amigo que mora no Maranhão, twitter com notícias dos quatro cantos do mundo.

Podemos cada vez mais interagir com as pessoas de qualquer parte do mundo, talvez realizando o "Efeito Borboleta", ou os "6 graus de separação", em apenas um clique.

Você não está sozinho, apesar de cada vez mais se sentir só. Tem alguém por aí te vendo, e ele depende de você.

E nós dependemos hoje em dia muito mais do taxista dirigindo nas ruas de Melbourne, e ele depende de um apresentador de televisão sueco, para alterar o nosso humor e o nosso dia, do que talvez da briga entre os vizinhos do  prédio ao lado.

Geolocalização, Neolocalização, Polilocalização. Os dois últimos, termos que um tal de Marco Bello acabou de inventar.

Ele leu isso no jornal hoje de manhã. Mas caso você, leitor, esteja acompanhando meu blog em qualquer parte do mundo, pode espalhar por aí.


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